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As pessoas mudam ou melhoram?

Mudar, melhorar, curar: é possível?

A pergunta abre duas possibilidades de entendimento. Pode esconder a angústia diante do “outro” que não muda e o desejo que ele possa mudar, ou então pode refletir a angústia diante da sensação de que mudar a si mesmo é muito difícil.

No meu livro “A psicanálise cura?” traço um percurso ao longo dos desenvolvimentos da teoria psicanalítica em busca da resposta que a Psicanálise dá em relação à possibilidade de “cura” de quem procura o processo terapêutico da análise.

Os termos mudança, melhoramento, cura, remetem à esperança que o ser humano possa dominar seus demônios internos e introduzem a primeira questão: o “desejo” de cura. Qualquer mudança supõe uma necessidade interna e um desejo de mudança. Neste sentido, não é possível mudar o outro. Apenas podemos apostar na possibilidade de mudar algo em nós mesmos, desde que percebamos a necessidade de mudar.

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Quando estou sozinho quero estar com alguém, mas quando estou com alguém quero estar sozinho. O que faço?

A capacidade de estar só

O trabalho da análise nos mostra que nunca estamos sozinhos.  Sempre estamos “conversando”, sem perceber, com “personagens” que habitam o nosso mundo interno, assim como os nossos sonhos revelam, de forma mais explícita, com suas histórias fantásticas.

Quando falava com uma paciente esquizofrênica sobre a “sua turma”, ela sorria, porque sabia perfeitamente do que eu estava falando: era um conjunto de “personagens” nos quais o seu mundo interno se fragmentava e cujas vozes ela ficava escutando o dia inteiro. Um diálogo que ela resumia na expressão “eles dizem”.

A pessoa “normal” não percebe com clareza a voz desses personagens, mas com eles dialoga no seu mundo interno, sem vê-los e sem identificá-los como pessoas separadas de si.

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Psicose e perversão

 

Quando falamos em perversão, do ponto de vista psicológico, não estamos emitindo nenhum juízo sobre o caráter moral da pessoa. Freud considerava a perversão como um tipo de funcionamento psíquico que, por algumas características, estaria mais próximo da psicose (loucura) que da neurose.

Os sintomas que caracterizam essa síndrome não têm contudo a mesma intensidade da psicose. Quem já teve a oportunidade de se relacionar com um psicótico sabe o quanto é difícil para ele estabelecer vínculos. A dificuldade não abrange apenas as relações pessoas, mas também as relações com o mundo externo em geral. Ambos são negados e rejeitados. Fantasia e realidade estão sempre intimamente relacionadas na mente do psicótico que, tem muita dificuldade em separar uma da outra.

As fantasias podem chegar a tamanha intensidade que podem criar imagens, sons ou outras percepções sensoriais que são percebidas como reais, embora existam apenas na mente do psicótico.  É o que chamamos de alucinação. Tramas conspiratórias são criadas com riqueza de detalhes e se tornam absolutamente “reais” e fazem com que o psicótico se veja à mercê de inimigos imaginários e perigosos (paranóia).

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Tenho 17 anos  frequento a igreja desde criança , tive um pai ausente na minha formação  [...]. Passei a maior parte da minha infância com minha mãe e minhas duas irmãs. [...] Sou completamente diferente dos outros meninos da minha idade: nunca me relacionei com meninas, acho que não tenho atração, mas, com a ajuda da psicanalise, queria ser curado e mudar minha historia. Preciso de ajuda....

Homossexualismo tem “cura”?

A terapia psicanalítica seria uma espécie de oficina de conserto, para fazer com que o ser humano possa “funcionar” melhor diante daquilo que a sociedade espera dele? O documentário da BBC, The century of the self (veja aqui a parte 2/4), mostra como as descobertas freudianas sobre o inconsciente tornaram-se palco de tentativas por parte de empresas e políticos para usar nossos medos e desejos, com o intuito de manipular a massa popular desavisada de acordo com os interesses “democráticos” do grupo no poder e do Mercado (propaganda). 

No caso do homossexualismo não é diferente: para quem o encara como um desvio moral que “incomoda”, a expectativa é que a terapia resolva o problema de forma drástica visando erradicá-lo.

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Roberto Girola

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