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Sexualidade feminina: um mistério?

No início dos seus estudos sobre a sexualidade humana, Freud chegou a pensar que homens e mulheres seguiam basicamente o mesmo caminho no seu desenvolvimento sexual. Em 1825, ao analisar a influencia que as diferenças anatômicas exercem no desenvolvimento psíquico da sexualidade humana, ele admite que o caminho que esse desenvolvimento segue nos dois sexos é completamente diferente.

Às vezes podemos cometer o mesmo erro inicial de Freud ao pensar que homens e mulheres são iguais no âmbito psicológico e sexual. Não faltam situações que poderiam confirmar essa tese, afinal hoje a mulher é chamada a ocupar papeis antes considerados eminentemente masculinos e homens desempenham papeis antes considerados femininos. No âmbito sexual, a mulher vive a mesma situação. Ela pode exercer um papel ativo na conquista dos homens, embora isso possa gerar certo desconforto nela e nos homens com quem se relaciona. Mas, afinal o que define o papel masculino e o feminino?

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Trabalho e sentido da vida

As perguntas sobre o sentido da vida começam a aparecer com mais insistência nos consultórios de saúde mental, repercutindo em uma queixa existencial profunda. Não importa se o profissional consultado é psicanalista, psicólogo, coach ou psiquiatra, ele deverá lidar com essa questão de fundo.

Em particular, o questionamento afeta quem sofre de depressão, melancolia ou síndrome do pânico. Trata-se de um mal-estar difuso, que traz consigo os sinais de uma violência que não é somente individual e sim coletiva.

O que afeta o psiquismo não é apenas a violência devida a ambientes profissionais competitivos, à insegurança, às pressões por resultados e aos diferentes tipos de assédio moral que sutilmente afetam quem trabalha hoje em uma empresa. Trata-se de uma sensação mais abrangente, um sentimento que poderia ser nomeado como de “inutilidade”. A pergunta que se impõe ao psiquismo é “Para que tudo isso?”

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Não sei lidar com dinheiro

A situação econômica do Brasil inspira cuidados. A maioria dos economistas alerta: estamos entrando em uma fase recessiva.  Apesar desse inegável dado de realidade, mudar a própria relação com o dinheiro não é fácil.  A queixa de não saber lidar com dinheiro é bastante comum, embora os motivos possam ser diferentes. Vou examinar aqui duas atitudes opostas que podem abranger um número bastante amplo de casos.

Para alguns, isto significa uma tendência crônica ao endividamento e uma dificuldade para poupar, controlando seus gastos. No outro extremo há quem não consegue se “apropriar” do dinheiro ganho com seu trabalho. É o caso de quem faz investimentos duvidosos, ou não consegue negar de emprestar suas suadas economias a desavisados amigos e familiares, mesmo sabendo que, na maioria dos casos, o dinheiro nunca será devolvido. No caso de profissionais liberais, há ainda quem não consegue “cobrar” uma justa remuneração por seus serviços, ou, se for empregado, ir para o mercado em busca de um salário melhor. Em todos esses casos estamos falando de situações psicologicamente diferentes, embora tenham em comum a dificuldade de lidar com o dinheiro.

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Matrimônio e separação

A separação se tornou um fenômeno bastante comum na maioria dos países do hemisfério ocidental, chegando a representar quase 50% dos matrimônios celebrados em alguns deles, A própria Igreja Católica que tradicionalmente mantinha em relação a esse tema uma posição rígida se viu obrigada a rediscutir suas práticas pastorais no último Sínodo convocado pelo Papa Francisco, causando bastante polêmica nos setores mais conservadores.

O casamento está de fato enfrentando uma crise, obrigando os que se casam a reinventá-lo, para que ele possa sobreviver aos desafios apresentados pelas mudanças da sociedade contemporânea. Algumas são bem conhecidas: mudanças das relações de gênero, inserção cada vez mais profunda da mulher no mundo do trabalho, exigências da sociedade de consumo, mudanças na compreensão dos papeis masculinos e femininos que, no entanto, não resultaram ainda na solidificação de novos modelos. Tudo isso sem contar o casamento encarado como um mero “produto” de consumo, no qual os jovens investem energias e consideráveis quantidades de dinheiro, dispostos porém a “trocá-lo” com bastante facilidade para um “produto” novo.

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Alcoolismo, uma doença que se tornou moda

Quem já participou de festas elegantes da alta sociedade sabe que frequentemente o clima se torna insuportável por causa do excesso de consumo de álcool, que torna os participantes chatos, inconvenientes e o clima da festa deprimente. Naturalmente este não é um problema que se restringe às classes mais abastadas. Uma festa “na laje” pode ter as mesmas características. O alcoolismo é um problema “democrático” que atinge todas as camadas sociais. Independentemente do nível social dos participantes, quem não bebe acaba se sentindo deslocado e até “chato”.

Entre os jovens não é diferente. Começar a consumir álcool é uma espécie de rito de iniciação que “introduz” no grupo dos “legais”, dos “pegadores”. Quem não bebe se sente excluído, careta e inadequado.

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Roberto Girola

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