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O instinto de morte

Em Além do princípio do prazer, Freud introduz uma radical mudança na sua teoria sobre o funcionamento psíquico. A mudança foi tão surpreendente que muitos dos seus seguidores não a aceitaram ou tenderam a minimizá-la.

Se até então Freud via na busca do prazer e na tentativa de evitar o desprazer o motor da força que move o psiquismo, a libido, a partir desse momento a sua atenção se volta para outro instinto básico que percorre a vida psíquica: o instinto de morte, ou, como alguns preferem a; pulsão de morte (totentrieb), uma palavra inexistente no vocabulário corrente, especialmente criada para tentar dar uma ideia da complexidade da palavra alemã trieb, usada por Freud.

Mas afinal por que Freud resolve introduzir um conceito tão estranho na vida psíquica? Talvez se olharmos ao nosso redor, não seja tão difícil entender do que ele estava falando, pois hoje, mais do que nunca, esse “instinto” está presente em nossas vidas, de forma bastante visível.

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Pessoas "grossas" ou autoritárias sofrem menos?

 

Aristóteles, afirmava que a virtude consiste em manter o equilíbrio. Curiosamente em latim a palavra “virtus” quer dizer também “força”, o que torna a sentença do filósofo grego ainda mais interessante.

Aparentemente as pessoas “grossas” e as autoritárias manifestam força e desenvoltura, mas, se fizéssemos um levantamento sobre o seu índice de popularidade, creio que se sairiam bastante mal. Esse tipo de perfil psicológico não atrai. Pessoas que dão livre vazão à sua agressividade somente se dão bem quando encontram um psiquismo que tende à submissão e que se deixa capturar pela virulência do comportamento alheio.

Evidentemente, se quem é grosso e autoritário encontrar alguém com o mesmo perfil, o barraco está montado e certamente os dois lados terão que enfrentar uma dose de estresse considerável. Sem contar que, mesmo quando o comportamento agressivo aparentemente não é revidado, ele pode ser contrastado sutilmente por reações inconscientes que tendem a sabotar quem é grosso ou autoritário (é o caso da faxineira que quebra inadvertidamente o vaso mais caro da casa da patroa que a trata mal).

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As pessoas mudam ou melhoram?

Mudar, melhorar, curar: é possível?

A pergunta abre duas possibilidades de entendimento. Pode esconder a angústia diante do “outro” que não muda e o desejo que ele possa mudar, ou então pode refletir a angústia diante da sensação de que mudar a si mesmo é muito difícil.

No meu livro “A psicanálise cura?” traço um percurso ao longo dos desenvolvimentos da teoria psicanalítica em busca da resposta que a Psicanálise dá em relação à possibilidade de “cura” de quem procura o processo terapêutico da análise.

Os termos mudança, melhoramento, cura, remetem à esperança que o ser humano possa dominar seus demônios internos e introduzem a primeira questão: o “desejo” de cura. Qualquer mudança supõe uma necessidade interna e um desejo de mudança. Neste sentido, não é possível mudar o outro. Apenas podemos apostar na possibilidade de mudar algo em nós mesmos, desde que percebamos a necessidade de mudar.

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Quando estou sozinho quero estar com alguém, mas quando estou com alguém quero estar sozinho. O que faço?

A capacidade de estar só

O trabalho da análise nos mostra que nunca estamos sozinhos.  Sempre estamos “conversando”, sem perceber, com “personagens” que habitam o nosso mundo interno, assim como os nossos sonhos revelam, de forma mais explícita, com suas histórias fantásticas.

Quando falava com uma paciente esquizofrênica sobre a “sua turma”, ela sorria, porque sabia perfeitamente do que eu estava falando: era um conjunto de “personagens” nos quais o seu mundo interno se fragmentava e cujas vozes ela ficava escutando o dia inteiro. Um diálogo que ela resumia na expressão “eles dizem”.

A pessoa “normal” não percebe com clareza a voz desses personagens, mas com eles dialoga no seu mundo interno, sem vê-los e sem identificá-los como pessoas separadas de si.

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Psicose e perversão

 

Quando falamos em perversão, do ponto de vista psicológico, não estamos emitindo nenhum juízo sobre o caráter moral da pessoa. Freud considerava a perversão como um tipo de funcionamento psíquico que, por algumas características, estaria mais próximo da psicose (loucura) que da neurose.

Os sintomas que caracterizam essa síndrome não têm contudo a mesma intensidade da psicose. Quem já teve a oportunidade de se relacionar com um psicótico sabe o quanto é difícil para ele estabelecer vínculos. A dificuldade não abrange apenas as relações pessoas, mas também as relações com o mundo externo em geral. Ambos são negados e rejeitados. Fantasia e realidade estão sempre intimamente relacionadas na mente do psicótico que, tem muita dificuldade em separar uma da outra.

As fantasias podem chegar a tamanha intensidade que podem criar imagens, sons ou outras percepções sensoriais que são percebidas como reais, embora existam apenas na mente do psicótico.  É o que chamamos de alucinação. Tramas conspiratórias são criadas com riqueza de detalhes e se tornam absolutamente “reais” e fazem com que o psicótico se veja à mercê de inimigos imaginários e perigosos (paranóia).

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Roberto Girola

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