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Sempre tenho inveja daquelas que sabem o momento exato de falar ou silenciar. É uma sabedoria que se aprende com a vida ou é um dom?

O silêncio que fala

O silêncio é uma forma de comunicação, no entanto, investidos pelo tagarelar constante de uma enxurrada de sons, imagens, palavras ou avisos sonoros, anunciando mensagens, somos tentados de considerar o silêncio como algo aversivo, falta de comunicação.

O silêncio do analista, quando alguém inicia uma terapia, costuma ser embaraçoso, difícil e até hostil. O analista, no entanto, se cala para que a dupla, analista e analisando, possa escutar o inconsciente se revelando, na fala ou no silêncio do analisando.

Há um silêncio pleno e um silêncio vazio. O silêncio vazio é aquele que estabelece uma assimetria entre quem fala e quem escuta. Pode resultar em um olhar arrogante, que diminui o outro, ou em um olhar desatento, que não escuta e aniquila o outro. Há também o silêncio indevido, que se cala por covardia, para não pontuar algo que deveria ser pontuado.

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É verdade que somos impulsionados a nos enquadrar em padrões ditos como corretos ou fora do normal, de acordo com o que a sociedade quer?

Padrões de comportamento

O convívio social sempre exigiu do indivíduo uma conflitante adaptação a padrões de comportamento pré-estabelecidos, ditados pela tradição, o contexto cultural, as leis, as normas éticas e o código moral, geralmente ligado a uma religião. Em “O mal-estar da civilização” Freud descreve com clareza esse processo e suas consequências para o psiquismo.

Os “padrões” de comportamento são apropriados pela psique como injunções que, uma vez introjetadas, contribuem, embora de forma não exclusiva, para constituir aquilo que Freud chamava de “ideal do Eu”. Trata-se de uma referência inconsciente que Freud relaciona à formação de uma instância psíquica inconsciente que ele chamou de Supereu, ou seja, uma espécie de inspetor interno que supervisiona o Eu.

Contudo, o Supereu não é determinado unicamente por fatores externos de caráter ”normativo”, ele responde também a apelos vindos do mundo interno que determinam o “Eu ideal”, uma autoimagem inconsciente à qual o Eu se reporta de forma adaptativa, uma espécie de padrão interno.

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Do sonho do ”exa” à decepção do “epta”

O número seis (exa em grego) é considerado um número maldito. Nos textos bíblicos o seis representa o próprio diabo, a pedra de tropeço. A Copa que devia trazer o “exa” acabou se tornando uma verdadeira pedra de tropeço, não apenas pelo humilhante desfecho, mas também pela frustração das esperanças que inicialmente despertou. A trágica queda do viaduto de Belo Horizonte é a imagem simbólica disso, assim como as numerosas “obras” não concluídas ou sequer iniciadas.

O sete (epta) é o número que indica a totalidade. Os sete gols, um recorde no âmbito dos resultados desastrosos nas semifinais da Copa, geraram um sentimento de derrota total.

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Motivação e desistência

A desistência é um aspecto característico das síndromes depressivas. Incapaz de suportar a pressão da cobrança interna/externa, o depressivo vive um estado crônico de paralisia psíquica que o leva a desistir não apenas de um desejo específico, mas, diria, da própria possibilidade de desejar. Amorfo e sem “esperança” o depressivo passa para o mundo externo a imagem de alguém fraco, derrotado, “preguiçoso” e até displicente.

No mundo corporativo, a luta contra a desmotivação dos funcionários vem se focando, na maioria dos casos, em torno da definição de “metas”, acompanhadas da “cenoura” de um possível “bônus” que recompense os esforços do funcionário que não desiste e supera as metas estabelecidas. Neste sentido a meta é vista como um aspecto “motivacional”, capaz de gerar energia positiva.

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